Voos Lowcost

Lowcost é um termo que entrou, definitivamente, no nosso dia-a-dia, sobretudo associado ao mundo das viagens e das companhias aéreas.

Actualmente muitos viajantes procuram directamente por voos lowcost, deixando de lado as companhias aéreas que não operam nesse sector.

Acima de tudo convém reter que está em causa é uma redução significativa de custos. O objectivo é fazer baixar de tal forma o preço de uma viagem em avião que por vezes podemos chegar a pensar que é mentira. Voar entre o Porto e Londres por 9 Euros? Impossível! Esta poderá ser a nossa primeira reacção, mas a verdade é que estes preços existem e estão à disposição de todos os viajantes que invistam algum do seu tempo em planear uma viagem.

Mas afinal, como funcionam os voos lowcost?

As companhias aéreas que operam neste sector impuseram uma série de regras que lhes permitem baixar os preços dos bilhetes de avião até valores quase irrisórios.

Repare, uma lowcost não lhe vai servir a bordo nem um copo de água. Esqueça o catering ou as refeições ligeiras que normalmente encontra noutras companhias. Se tem sede vai mesmo ter que comprar uma garrafa de água. Quer comer? Peça o menu e prepare-se para desembolsar alguns euros.

Ainda no campo das poupanças que estas empresas impõem para poderem praticar os seus preços baixos, está a questão da bagagem. Numa lowcost não tem direito a despachar bagagem para o porão do avião. Se o fizer vai ter que pagar taxas extra. É por isso que tanto se insiste na bagagem de mão com dimensões adequadas para os compartimentos de bordo das aeronaves. Desta forma as companhias conseguem reduzir os seus custos de operação, nomeadamente ao nível dos serviços de processamento de bagagem.

Outro segredo tem a ver com a tripulação de bordo. É público e sabido que um assistente de bordo de uma companhia aérea lowcost não ganha, nem de perto nem de longe, o mesmo que o colega de uma companhia de bandeira com as mesmas funções.

Convém também dizer que as companhias aéreas lowcost negoceiam até ao mais mínimo pormenor a sua entrada num mercado. Para além das possíveis ajudas estatais que venham a conseguir, perseguem alcançar excelentes acordos de operação nos aeroportos. Se conseguirem que as taxas cobradas pelo aeroporto desçam, então vão conseguir também reflectir essa redução no preço final do bilhete de avião.

Por fim, temos ainda a política de reservas destas companhias, que tem por base conseguir encher um avião o mais rapidamente possível. Assim, se for comprar uma viagem com 3 meses de antecedência pode encontrar preços bastante baixos, mas se o fizer 1 ou 2 semanas antes, o preço, pese embora continue mais baixo se comparado com as companhias ditas normais, vai subir consideravelmente. E pode ainda dar-se o caso de que no próprio dia do voo ainda restem assentos livres no avião. Nesse caso o preço pode voltar a cair para níveis que roçam o impossível.

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